Saindo da fase dos 2 anos (o famoso “terrible two” em que o “Não” é a palavra preferida das crianças), entrei agora na fase dos 3 anos ( que chamamos de “tantrum three”). Agora o Não é fichinha perto das contestações, dos chiliques e da rebeldia, rs. Porque o vocabulário deu um salto incrível e você começa a ouvir seu filho dizer umas coisas que você nunca ensinou, mas que ele já sabe e ainda te explica como funciona rs.

Além desse aumento de vocabulário, da curiosidade constante e de todas as novas descobertas, essa fase é também aquela dos “testes”. Nossos filhos nos testam o tempo todo. É um tal de pegar alguma coisa, olhar pra gente e sair correndo. Esperar pra ver qual será a nossa reação de alguma malcriação e testar a gente de novo. Aquele meu menininho agora já tem vontades próprias e sabe argumentar. Essa fase é marcante porque mostra que a criança já reconhece sua própria individualidade e começa a formar, de fato, sua personalidade.

E esse é o momento de ensinarmos, principalmente através de exemplos, os valores que queremos passar para eles. Eles estão atentos a tudo o que falamos e fazemos e prontinhos para fazer igual na primeira oportunidade que aparecer nos mostrando o tamanho da responsabilidade que nós, mães e pais, carregamos quando decidimos ter nossos filhos. Agora é uma boa hora também de deixar bem claro como funciona o processo de ação e reação. As crianças precisam entender que toda ação terá uma consequência. Seja ela boa ou ruim. E aí, minha gente, é muito diálogo, muita didática e muita paciência. E, claro, os elogios e o incentivo sempre precisam vir quando algo bom for feito.

Mas não, não é uma receita de bolo (quem dera!), não tem fórmula pronta. Cada criança tem o seu jeito de ser e cada família tem o seu estilo de vida. E a gente pode ler muito a respeito, mas só se aprende a ser mãe… Sendo!

Agora, uma coisa preciso dizer: tirando essa parte complicada da rebeldia rs, essa fase é incrível. Aqui em casa, a gente se diverte com as sapequices do Gael. Cada dia é uma novidade. Fora que, vira e mexe, recebo do nada uma palavra de carinho, um abraço espontâneo, um “te amo mamãe linda” e chego a chorar cada vez que ouço isso. E acho que sempre vou chorar! São tantas descobertas, é tanto aprendizado e, apesar dos desafios, nossa vida com eles é muito melhor, muito mais colorida e feliz.

Vamos curtir cada etapa. A quarentena está servindo pra isso também, está fazendo com que eu consiga me conectar ainda mais com meu filho, estamos nos conhecendo melhor e estreitando ainda mais nossos laços afetivos e nossa confiança um no outro neste momento tão importante da formação do caráter dele. É difícil lidar com essa fase? Muito! É cansativo? Demais! Mas algo me diz que daqui a uns anos eu vou sentir muita falta de tudo isso!

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