Olá, mamães! Tudo bem com vocês? Vim aqui trocar experiências sobre o casamento/relacionamento após o nascimento dos filhos.

Você sabia que pesquisas apontam que cerca de 20% dos casais se separam até o 1º ano após o nascimento do filho? E que esse índice sobe para 25% em até 3 anos depois? Mas, CALMA, não vim aqui para te desesperar!

MEU DEUS, MEU CASAMENTO ESTÁ SE ACABANDO…

Na verdade, com a maternidade, quem se acaba é a gente, né? Aqui, com duas mamães, não foi diferente. No primeiro ano do Murilo, nós duas mais parecíamos zumbis. A Monique, que foi mamãe gestante, e, portanto, teve uma questão hormonal MUITO forte, sofreu bem mais. Ela amamentou o Murilo até os 2 anos e 3 meses. Lembro que perto de 1 ano, ele chegava a acordar 7 vezes por noite, ou seja, praticamente de hora em hora. Detalhe: era pra mamar, e nós não usávamos mamadeira com tanta frequência, então o peso e o cansaço da mamada ficava com ela.

Ao longo do primeiro ano do nosso esperado filho, foi difícil para nós duas. Nós estamos juntas há 7 anos, casadas há 4 e mamães há 3. Eu, como mãe não gestante e esposa, às vezes perdia a paciência. A Monique, como mãe gestante, lactante e esposa, estava esgotada física e emocionalmente. Como relacionamento em casal, vivíamos em função do Murilo. Nós não temos rede de apoio, então imagina o peso maior que foi vivenciar a maternidade intensamente só nós duas e mais ninguém. É isso aí, LOUCURA TOTAL!

ESTÁ SE ACABANDO MESMO OU SERÁ QUE TEM JEITO?

Algumas vezes pensávamos que não estávamos mais dando certo, que não fazia sentido estarmos juntas. Aí esperávamos o momento de raiva, estresse e cansaço baixar (porque sumir não sumia, né?), aí a gente sentava e conversava.

Conversava MUITO. Conversávamos sobre o que incomodava, o que uma podia fazer pra ajudar a outra, e, mais importante, nos lembrávamos o quanto quisemos constituir uma família e que isso fazia parte. Era uma fase e tínhamos que ser fortes juntas para passar por ela.

1ª Dica:
Lembrem-se, constantemente, que ambos são pais/mães. Talvez o filho não tenha sido planejado, mas ele veio como fruto do relacionamento de vocês. Lembrem-se disso nesses momentos difíceis!

Aqui não tínhamos como pagar alguém para nos ajudar. Então eu estava trabalhando normalmente, como professora em escola pública e particular, chegava em casa cansada e encontrava nosso filho e minha esposa precisando de mim. Então passamos a tentar desencanar com questões da casa, fazer dentro do possível. Tinha casa pra cuidar, almoço, roupa da criança (que tem que ter o maior cuidado quando são bebês), e ainda o nosso relacionamento. Os primeiros meses foram muito, muito difíceis. Depois conseguimos nos encontrar nesses aspectos com muita, muita, muita conversa.

2ª Dica:
Conversem muito! Dividam as tarefas de casa e dos cuidados do bebê, priorizem o que é necessário.

Sempre fomos muito unidas, então gostávamos de fazer tudo juntas. Então, a Monique sugeriu que tivéssemos um tempo para cada uma. Nem sempre dava certo, não vou mentir, mas ajudou muito. Então, fale pro seu cônjuge cuidar de algumas coisas enquanto você dorme, ou enquanto você vai ao salão, ou qualquer coisa que te faça sentir bem além de ser mãe. É exaustivo. Depois, quando não tem jeito porque o bebê precisa da mãe, é o momento do seu cônjuge ter o tempo dele. Seja lá para o que for.

3ª Dica:
Separem um tempo para cada um individualmente. Tenham tempos juntos, mas tenham um momento só para si.

O cansaço extremo e todas as responsabilidades acabam minando o relacionamento do casal também. A Renata Toni falou bastante sobre a questão dos papais serem papais. Eles não tem que “ajudar a criar”. O filho é de ambos. Entendendo isso, fica muito mais fácil voltar a ter um pouco de disposição para fazer algo que não seja apenas maternar.

ROTINA E O “MOMENTO DO CASAL”

Verifiquem como que está a rotina de alimentação/sono do bebê e se programem para ter, então, o momento do casal. Bebês muito pequenos acordam de hora em hora ou a cada 2/3 horas. Se todas as dicas anteriores forem seguidas, em algum momento na semana, vocês vão conseguir ter intimidade. Assistir um filme, dar uns beijinhos, fazerem o que for importante para vocês. Se deem esse tempo.

Se esforcem – sim, porque É UM ESFORÇO – para que o casamento ou relacionamento de vocês se mantenha vivo. Assim como é um esforço acordar várias vezes a noite, esforcem-se juntos para que o filho de vocês tenha ambos os pais/mães. <3

MANTER O CASAMENTO VIVO DEPENDE DOS DOIS…

Se seu companheiro ou sua companheira não for PARCEIRO/A, faça com que ele/a seja. Às vezes esperamos que o outro tenha atitudes que gostaríamos, mas não falamos. Uso muito a frase:

O óbvio só é óbvio para olhos bem treinados.

Se você está cansada ou exausta, seu esposo ou esposa não parece estar contigo nessa: fale para ele/a o que você precisa. Que ele/a faça X, Y ou Z.

A Monique esperava que eu fizesse algumas coisas, mas que eu não percebia que ela queria – sou um pouco desligada. Depois que ela passou a falar, ficou muito mais fácil. Às vezes ela ficava chateada comigo, mas eu nem sabia. Isso pode estar acontecendo com vocês. COMUNICAÇÂO é essencial!

CALMA QUE TUDO SÃO FASES…

Nossos filhos passam por fases que demandam mais da gente e, como toda fase, irá passar. Deem todo o amor de vocês à criança, ela precisa. Tenham calma e não se esqueçam que ele não irá acordar a noite toda para sempre. Ele não irá mamar para sempre. É uma fase que o casal tem que passar juntos para ir para uma próxima em que poderão curtir muito mais.

Hoje o Murilo está com 3 anos e está muito mais fácil pra gente. Quando olhamos para trás, temos a certeza de que o nosso amor nos salvou. Nos salvou do cansaço, do desgaste, da vontade de desistir. Nos salvou de pensar que não éramos o suficiente ou a melhor uma para a outra. O amor é o que os mantêm juntas, desde que ambas estejam juntas para dividir as responsabilidades de casal e de família.

Calma que vai passar! Leia e releia esse texto para saber que a maioria das coisas têm solução. Amem-se muito!

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