O que se leva da vida é a vida que se leva.” música do Túlio Dek 

A música que escutei quando ainda era jovem adulta retrata bem a publicação de hoje. Eu vim aqui pra contar pra vocês que, de tudo que a gente faz para nossos filhos, o que fica mesmo são as experiências afetivas reais. Reforço o real, porque às vezes fazemos coisas para mostrar para os outros e, assim, deixa de ser verdadeiro.

Na quarentena, tenho tido muitas lembranças da minha infância. Lembro-me do cheiro das coisas, do sabor, do cuidado. É isso que quero trazer pra vocês hoje: estejam, de fato, lá para seus filhos. Vivam! Aproveitem esse momento difícil de pandemia em que estamos enclausurados e procurem criar ainda mais conexões afetivas com eles.

Os pequenos vão se lembrar de como foi legal ficar em casa com as mamães; das brincadeiras; dos risos; é isso que vale. Não precisa inventar, fazer algo que você não gosta, é só ser verdadeiro.

Por aqui, adoro cozinhar. Minhas lembranças têm sido, inclusive, do potinho de canela em pó que minha mãe usava para colocar no meu mingau. Olha que coisa louca, não é? Os pequenos detalhes é que importam.

Aqui em casa nós tentamos praticar a Criação com Apego  e a Disciplina Positiva. Vemos o Murilo como um ser humano que merece ser respeitado, ouvido, entendido e acolhido. Ouvimos o que ele tem a dizer, tentamos entender suas motivações e conversamos muito. Nada de tapas, castigos ou coisas semelhantes.

Pense nos momentos ruins da infância, aqueles em que você sentia raiva: geralmente estão ligados à apanhar, castigo ou coisas do tipo? Sabe por quê? Porque não faz sentido você ficar sem ver um desenho porque jogou os brinquedos no chão. Qual a lógica disso? Nossos filhos são muito mais que repetidores de nossas vontades. A lógica é: joguei os brinquedos, tenho que pegá-los de volta para poder ir para outra atividade (assistir desenho).

Isso é criar com apego, é respeitar, acolher, entender, ouvir, se conectar.

Fê, Murilo e Mô (ficou borrada, mas linda<3)

Espero que, no futuro, ele lembre com tanto carinho desses momentos como me lembro dos meus.

Conta para gente nos comentários quais são suas memórias (afetivas) da infância? 😉

2 thoughts on “Memória afetiva: as experiências que ficam”

  1. Adorei o texto Fer.
    Estou aproveitando a quarentena para reativar minhas lembranças culinárias rsrs. Preparamos muitas receitas que me fez voltar a infância . E o meu Murilo está adorando.😋🥰

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