Aquela história de “Faça o que eu falo, mas não faça o que faço” não funciona com crianças pequenas. Aliás, acho que com ninguém, né?

Está cada vez mais evidente que as crianças aprendem pelo exemplo. Elas imitam o que a gente faz: é desta forma que internalizam as vivências e regras do mundo, assim, fazem conexões nessas cabecinhas pensantes que a gente nem imagina. Aliás, nunca tinha pensado em como eles são capazes de fazer tantas coisas sendo tão pequenos e, de certa forma, tão dependentes de adultos.

Hoje vim compartilhar com vocês como podemos ajudar nossos filhos a serem pessoas boas no mundo: sejamos bons também.

Forte, não é? Eles são espelho do que somos.

RESPONSABILIDADES

Meu filho, Murilo, de 2 anos e 10 meses, faz coisas engraçadíssimas. Esses dias estávamos limpando o jardim de casa enquanto ele brincava e, do nada, ele pediu para colocar as luvas pra ajudar a pôr as folhas no lixo. Isso já tem uns 2 meses. Sentimos, então, que poderíamos dar mais responsabilidades para ele de coisas que fazem parte da nossa rotina diária.

Agora ele ajuda segurando a pá para limpar a casa; a limpar o jardim; dá a ração para os animais; joga a fralda no lixo todo contente, rs, entre outras pequenas coisas. Tudo isso ele faz com muito gosto, pois nos vê fazendo também.

ESPELHO, ESPELHO MEU…

Outras atitudes são importantes nesta fase. O Murilo tem repetido muita coisa que a gente fala e nossos comportamentos também. Ele pede licença para o cachorro sair do lugar. “Dá licença!” – as vezes meio bravo, mas a intenção é o que vale.  Na repetição do que ouve, ele vê pessoas na rua e fala pra elas ficarem em casa porque faz dodói “coronavírus” – afinal é o que mais falamos quando ele pergunta se podemos fazer algum passeio.

Para se ter uma ideia, uma das últimas coisas engraçadas que ele fez foi colocar o carrinho de brinquedo na lateral da calça, tal qual eu faço com o celular quando estou com calça sem bolso. Ri demais!

Percebemos que nesta idade tudo, tudo mesmo, passa pelos olhos e ouvidos deles. Não adianta falar baixinho ou “fazer escondido”, porque eles estão atentos e percebem mais coisas do que possamos imaginar, mesmo que pareçam interessados ou entretidos com outras atividades.

ENTÃO… Isso tudo para lhes dizer que não adianta falar para seu filho não fazer uma coisa se você faz – ou vice-versa. Ele vai fazer exatamente aquilo que você faz e, se você se irritar com ele por isso, ele não vai entender porque, afinal de contas, ele está só te imitando.

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